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quinta-feira, 19 de março de 2020

Em tempo de.... panelas

Jesus faria coisa melhor com uma panela, alimentaria quem vai ficar desempregado.

Tempos cinzentos - meus vizinhos vieram para trabalhar em casa, resultado do nosso real inimigo... confesso que pensei que a civilização fosse entender o recado, que ainda não foi totalmente dado.
Ela - a população, está confusa com um monte de coisas, seja na moral, seja na tolerância... E vejam só, vieram para casa - em massa - para BATER panela? Aí é torcer para sobreviver e depois comemorar o resultado... quem ganhou o barulho mais alto? Eu sei que tive que aumentar a televisão, o filme que assistia era poético, queria ouvir as vozes dos atores.
Como começou uma gritaria, fui no canal de esportes para ver se era algum clássico rival, sempre que jogam Palmeiras e Corinthians marmanjos ficam se xingando pelas janelas, pelas sacadas. Afff não perderia esse tempo nem pelo meu querido Santos - para quem torço há 60 anos.
Mas enfezei, fui na cozinha para ver se tinha uma panela para pedir silêncio para os dois lados, e surpresa.. não achei! Que tempos são esses que nem panelas temos?
É tá difícil, nem em risco de extinção nossa raça não acha espaço para uma coisa tão simples, tolerância.

sábado, 18 de maio de 2019

Meia lua inteira (DV-50)

A NASA nos deu uma notícia intrigante: a Lua, nosso querido e romântico satélite, está se encolhendo por causa de seu resfriamento interior, que causa terremotos em sua superfície. Nem vou falar do aquecimento da Terra e as consequências das inundações que o Fantástico mostrou, mas que é triste ver também geleiras milenares derretendo mais do que deviam, é… 
Não é pra hoje, pode demorar, mas o mundo vai acabar, tudo acaba. Vamos avisar com um megafone nas ruas? rss.
Ao divulgar uma notícia dessa temos que ligar o “calma”, são só 50 metros ao longo das últimas centenas de milhões de anos, ou seja, para que nossa rechonchuda vizinha emagreça pra valer vai outro tempo desses, ou mais.
Então ficamos assim, se o mundo não acabar com o aquecimento global certamente acabará com o desaparecimento da Lua, com tantas intrigas e intolerâncias, se é que vamos chegarmos até lá.
A poesia está perdida sem a Lua, ela é parte de nós que se desgarrou na explosão da formação da Terra. 
Não vamos poder chamá-la na fase crescente de Meia Lua Inteira, música consagrada por Caetano Veloso (Estrangeiro), letra de Carlinhos Brown, compositor principiante e já virtuoso em 1989, deixando o ritmo contagiante e indo para a letra não entendemos nada, depois descobrimos que ela se reporta ao berimbau, à capoeira e seus problemas com a polícia, é muito poética e tem sua raiz na Tropicália.
E o Tonho da Lua? Sem ela como vamos falar para os meninos e para o adultos adolescentes, onde você está com a cabeça, na Lua?
Já Cecília Meirelles não seria uma mulher de fases - "Tenho fases como a Lua; fases de ser sozinha, fases de ser só sua”.
E a lua-de-mel? Com as abelhas em risco aumentam os problemas! Abrigamos o termo do inglês honeymoon e dos rituais irlandeses que envolvem uma bebida à base de mel. Mas o termo, como sempre, não tem origem certa, mencionam-se os hindus, os gregos e até a Babilônia, mas sempre tendo como representação a lua como mulher e o mel na inseminação masculina, como o efeito das abelhas nas plantas.

Uma coisa é certa, eu não vou ficar sem a Lua!

Referência: 50.a coluna publicada no Verdade, jornal de Franca - SP - em 18/5/2019 - (DV-50)