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sábado, 26 de março de 2022

Paulo Roberto Verzola e o rádio francano

Paulo Roberto Verzola - A expressão do rádio em Franca       

 O rádio sempre foi companheiro, insuperável nas décadas de 50 a 70, depois com a concorrência da televisão, ainda que em menor ritmo, manteve o nível e a audiência dos ouvintes. Sempre graças aos profissionais dedicados . 

        Um dos exemplos dos melhores tempos do rádio foi a PRB-5, a terceira emissora do país, declarada perempta e fechada em setembro de 1.973, por decreto federal. O locutor e gerente Roberto Vilella leu o comunicado oficial que recebeu de Brasília. Esta rádio revelou muitos nomes de conceito. E mais recentemente a audiência sempre esteve ligada a nomes, como exemplo, em Franca, o radialista Paulo Roberto Verzola. 

Paulo Roberto Verzola, expoente do rádio francano 


        Ele começou na antiga Piratininga como chefe de escritório. Logo foi lançado pelo então gerente Luiz Carlos Facury, com o programa Meia Hora com o Verzola. Apenas 30 minutos inicialmente. Mas logo foi promovido. Ganhou uma hora de es- paço, sempre ao meio dia. Uma hora com o Verzola, era o título do programa. Sucesso de audiência. 

        E Verzola revelava sua grande votação no rádio. As campanhas assistenciais, ainda mais quando assumiu o comando da creche Ângelo Verzola. Nome de seu pai, dado pelo então prefeito Mauricio Sandoval Ribeiro à nova instituição. Foi um incentivo. Inicialmente eram atendidas 80 crianças. 

        Mas com uma campanha lançada no Rotary Clube por Antônio Augusto Nunes de Souza, a creche foi ampliada e ganhou uma nova cozinha. Foi o bastante para Paulo R. Verzola ampliar o atendimento para 120 crianças dos bairros vizinhos à creche. 

        No rádio, principalmente na Imperador, Verzola nunca desanimou. Certo dia anunciou que precisava da colaboração de 320 amigos, cada um doando R$ 10,00 para aquisição de uma perna mecânica que seria destinada a uma criança vítima de acidente. Foram pouco mais de 40 minutos. 

        E a campanha estava fechada. Arrecadados R$ 3.200,00. Este colunista disse na época que somente Verzola seria capaz de tamanho feito. 

        Mais algum tempo, ainda recentemente, perdemos o companheiro. Uma queda o levou ao falecimento, para lamento de inúmeros amigos. Ele deixou o exemplo da solidariedade e amizade com toda a Franca. 

        Esta cidade sempre revelou no rádio grandes nomes, desde Vicente Leporace, Xisto Guzzi e Pedro Luiz, até Lucia Helena, melhor voz feminina da Nacional, do Rio de Janeiro. Izilda Rodrigues Alves, seu nome verdadeiro, era de Franca e fez sucesso no Rio e Brasil todo. Mais recentemente vários nomes de destaque, mas Paulo Verzola se destacou pelas campanhas sociais. Exemplo marcante, que certamente por muitos anos será lembrado. 


Crônica Publicada no jornal Verdade, em 5 de fevereiro de 2022 

 


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Gerado Pelotão e seu compadre

A Franca, capital dos calçados, dos diamantes, do basquete, terra do melhor da café do mundo, tinha também pessoas simples e especiais
 

        Franca, Atenas da Mogiana, como era chamada pelo Governador na década de 60, tempo dos anos dourados, tinha poetas, músicos, industriais idealistas, muita gente conceituada e admirada. E pessoas simples, como Geraldo, que era chamado Pelotão pelos moleques na praça Barão. Até nisso a Franca era uma cidade diferente.             Uma cidade mineira dentro de São Paulo, como se dizia, ao lembrar dos filhos de Minas Gerais que para aqui vieram. 
        Pois Geraldo também deixou lembranças. Na verdade, ele ficava bravo, com duas pedras nas mãos, pronto para o atrito com os meninos da praça. Mas tinha momentos diferentes. 
        Por exemplo, quando chegava a Franca o inspetor da rádio PRB-5, José Reynaldo Nascimento Falleiros, o Garcia Neto (pseudônimo adotado em homenagem ao avô), seu "compadre". Pessoa especial, que sabia entender Geraldo. Nunca o chamava pelo nome, muito menos pelo apelido. Era sempre aquela voz imponente chamando "Compadre". 
        E Geraldo deixava de lado as pedras, esquecia os meninos, vinha em direção a Garcia com um meio sorriso, feliz, pois sabia que chegara o amigo, pessoa que lhe dava atenção. Os dois seguiam diante dos olhos admirados das pessoas, seguiam para tomar um cafezinho, ou o pingado leite com pão e manteiga, no Café Globo, no Francafé ou Pão Gostoso. Depois o jantar, geralmente no Pajé, onde estava sempre solícito Fause Abud, que os recebia.

        A vida era assim, simples, na cidade que acolhia a todos que chegavam para trabalhar geralmente nas indústrias de calçados ou nas lavouras de café. Eram aproximadamente 120.000 habitantes, não existia parque Vicente Leporacce nem jardim Aeroporto de hoje. 

        Essa gente simples fez da Franca uma cidade admirada e de grande conceito, com a marca de gente do trabalho. Havia também outras personalidades que circulavam pelas praças do centro, como Maria Capotinha, Luzia, Sissiá e Toinzinho Pulim, também deficientes. 

        Geralmente todas pessoas gostavam deles, ofereciam um café, um lanche, ou um paletó, pois fazia muito frio, um ambiente amistoso e acolhedor. O compositor e cantor Romualdo Carloni, um dia escreveu uma composição dedicada a Geraldo, "Eu sou da Franca, Sim Senhor, sou daqui e não vou negar, a praça principal é a Barão, o dia começa na contramão, estou falando do Geraldo, o Pelotão". Hoje tudo mudou, a cidade tem mais de 360.000 habitantes, continua sendo reconhecida. Mas o ritmo da vida atual provocou grandes alterações, aquelas pessoas simples pertencem ao passado já distante, de lembranças.  

Crônica Publicada em 11 de dezembro de 2021 

sábado, 22 de setembro de 2018

Pequenos boatos, grandes mentiras (DV-06)

Você sabe como os vírus mais comuns se propagam pela Internet, sendo enviados por e-mails? Ele invade a máquina do seu melhor amigo, se apodera da lista de contatos - onde logicamente você está - e simula mensagens, como fossem suas, a partir do serviço de mensagens dele, do seu amigo.

Ufa, parece confuso, mas é assim que funciona. Daí você recebe uma bronca de uma outra grande amiga, avisada pelo antivírus, perguntando: - Como você foi fazer isso comigo, me mandar mensagens com vírus? Eu?!? Faz uma varredura na sua máquina e, surpresa, ela não está infectada, é a de seu amigo.

A sorte que esses vírus são até românticos - não os vejo há décadas, principalmente nos sistemas da Apple, perto dos que roubam senhas, simulam serem páginas de bancos, produzem boletos falsos, sem contar as quadrilhas que detém informações de cartões de créditos e compram, com um clone do seu, produtos pela rede.

Por outro lado, fico vendo o grande esforço que está sendo feito para nos informar como somos manipulados pelas fake news, as mentiras falsas que coalham aos milhões, entopem nossas mídias, principalmente em momentos de extrema catarse, caso de queda de presidente, greve dos caminhoneiros, e tantas outras que não sei se um dia vamos nos acostumar.

Ao mesmo tempo sempre me pergunto, quem quer ser protegido dessas mentiras?

Uma pérola dessas foi mandada por uma parente, que prezava muito, rsss, dizia a gravação: - Eu sou o Eduardo, moro aqui (?) na Amazônia, fiquei sabendo, e meus amigos já confirmaram, o presidente da república e o povo lá de Brasília fez (sic) uma liminar para atacar os caminhoneiros. Ok, presidente concedendo liminar, tá bom…

Certa feita, e isso não faz muito tempo, um amigo, advogado, recém aposentado do serviço público, me mandou uma mensagem pelo Facebook com muito alarde, me chamando a atenção, se eu sabia que o presidente da República, em acordo com os seus deputados da base, tinha acabado de baixar um decreto (hem???) aumentando o imposto de renda.

Nesse nível de gravidade e considerando um fato tão importante, liguei para ele: - Amigo, tudo bem? Me diz uma coisa rapaz, como o governo fez isso por decreto, se só pode ser feito por lei? Vasculhei todos os canais, não há nenhuma informação, nem de Medida Provisória, nada, onde você viu isso? Ele responde laconicamente: - Ah Nalini te passei, nem li!



Reitero a pergunta, quem nos protege desses crédulos? Das fake news nós damos um jeito!

Referência: 6.a coluna publicada no Diário Verdade, jornal de Franca - SP - em 15/6/2018 - (DV-06)


sábado, 15 de setembro de 2018

Eclipse Solar: O Relógio do Sol (DV-05)




    Um domingo desses estava na casa de um amigo e notei que, no quadro mais bonito de sua sala - assinado por Pedro Schiratto - estava imponente o Relógio do Sol
     Deu uma certa angústia, confesso que fiquei muito chocado com a sua (quase) destruição, e ainda estamos bem assustados, só depois que ele voltar para seu local é que a tensão vai passar.
     A versão francesa nada tem a ver com a francana, as únicas coisas que os unem são o fato de reproduzirem a hora pelo efeito da sombra do sol e estarem na ponta de um pedestal (foto 1).
     No mundo os monumentos são protegidos até por vidro blindado, seria possível colocar uma proteção superior? Mas como um relógio desses vai viver sem sol? Ou seja, depois de reinstalado a preocupação continua.
     Tem 131 anos, foi inaugurado em 11 de abril de 1887, foi construído pelo padre francês Germano, que é de Annecy, e viu a cidade crescer em sua volta.
Acompanhou com orgulho a construção da majestosa Catedral (2), era uma igrejinha, quando ele também era menino, mas só foi reconhecida depois que ele já era adulto (3).
     Acompanhou as fofocas da praça Barão, conheceu o incrível Pelotão, nunca entendedo o humor negro que o cercava. Só soube mais tarde que os milhões negociados, em forma de diamantes, financiaram muito do progresso francano.
     Viu a movimentação da construção do vizinho Hotel Francano(5), e a euforia do café, que, ao se esvair, levou também este outro monumento.
     E a Água da Careta? Não era só deixa-la exposta, mesmo que sem água? (6)Informaram que a questão era de segurança, toda vez que a reinauguravam era roubada, como todo bom bronze.
     Riu muito com a juventude francana, dos anos 1960, girar em filas na sua frente, os moços indo, as moças vindo, paquera em círculo sem precedentes.
     Viu quase todas manifestações, as últimas ele perdeu, mas espantado mesmo ele ficou com o tamanho do primeiro arranha-céu o Edifício Franca do Imperador e com um moço que vendia amendoim, torradim, salgadim… que conseguia fazer a sua réplica (4).
     Enfim, o mundo todo vai para a Bélgica, para ver uma pequena estátua de um menino fazendo xixi, que mede 61 cm, que não tem origem certa e ainda tem nome de mané: Manneken Pis (7).

     Se preservam algo assim, que provoca milhões de visitas, alguém tem dúvida da necessidade de se preservar um monumento como o Relógio do Sol?

Referência: 5.a coluna publicada no Diário Verdade, jornal de Franca - SP - em 5/6/2018 - (DV-05)



(1) Exemplar em Annecy, na França

(2) Assistindo a construção da Matriz

(3) Assistindo a construção da futura Catedral





Saudoso primo Zé Piola
(4) Jubileu fazia réplicas e dava aulas sobre ele
Flagrante que fiz, 16h30 e nos dois relógios
Todo Natal espero para refazer essa foto

(5) Hotel Francano mencionado
(6) Água da Careta mencionada

(7) Manneken Pis, recebe milhões de turistas, dá para comparar?






quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Privacidade de que jeito? (DV-03)

        Um assunto que vai ser eternamente discutido é o da privacidade na Internet, e, certamente, não estamos falando de nudes. O problema está no que pode, ou o que não pode, ser utilizado e repassado das informações pessoais que compartilhamos. E garanto que não são poucas.

        Dadas as proporções, o caso Facebook é a bola da vez. Enfim, estamos falando de uma empresa que faturou 12,6 bilhões de dólares no ano passado, crescendo 43,3%. Tem perdido milhões de jovens que não acham mais graça nessa rede, mas ainda tem cerca de 184 milhões de usuários só nos EUA e Canadá. 

        A rede dá sinais de cansaço, mas o número de usuários novos continua superando os desistentes. O jovem Mark não deve estar muito preocupado, ele também é dono do Instagram, com 2 milhões de anunciantes, e do… WhatsApp, com 1,5 bilhão de usuários no mundo. Fico imaginando a hora que ele quiser cobrar pelo uso desse último. Pronto para pagar ou para parar de utilizar?

        Quanto aos rastros que largamos no uso de aplicativos e redes sociais, não é de hoje que as grandes companhias se movimentam para capturá-los. Lembro-me de um concurso que a Amazon fez, dando um milhão de dólares, isso mesmo, para quem fizesse o melhor programa de fidelização de seus clientes (*). Algo como um sistema robô que ficasse nos vigiando em seu site. 

        Uma vez logado  - quando você coloca sua senha e diz quem é - o sistema fica bisbilhotando seus gostos, mesmo que sejam apimentados. O interesse está em conhecê-lo para melhorar suas ofertas de produtos, coisa como brinquedos e chocolates em gôndolas baixinhas para pegar nossas crianças no supermercado.

        Não podemos deixar de lembrar que, ao se cadastrar em qualquer site, tudo começa a ser capitalizado, sexo, idade, nunca virá uma oferta de LoL, ou do Patrulha Canina, mas…. experimente passar dias procurando essas coisas infantis, assista algumas, a partir daí, para o serviço você sempre será uma criança, até que mude o interesse e repita a operação.

        Na verdade isso trabalha a seu favor, vale para músicas e filmes - serviços de streaming, como Spotify e Netflix, que é impecável, tem três linhas distintas de ofertas, os lançamentos, para eles imperdíveis, o do seu perfil, por tudo que já assistiu, num mix com o que você mencionou como favorito para ver depois. 


        Estudiosos acham que esse compartilhamento do seu perfil, chamado de inofensivo, será impossível de evitar, deixamos rastros demais. Inofensivo porque não furta sua senha do banco, mas pode ser usado para que a mensagem do político chegue melhor em sua navegação. Mas isso é problema do Mark, que, pelo visto, não tem problema nenhum.



(*) No mês de setembro de 2018 a Amazon passou a valer US$ 1 trilhão, acompanhando a Apple que já tinha conquistado esse patamar, valeu pagar US$ 1 milhão para o melhor robô que acompanha seus clientes e faz ofertas oportunas?

(**) No assunto privacidade não incluo fotos nudes dos jovens que vazam por invasão, ou perda, de celulares, com notícias de suicídios de jovens que veem suas vidas e intimidades devassadas. Não era objetivo desse artigo.

(***) Especialistas no assunto dizem que o mesmo grupo que manipulou as eleições de Trump, que menciono no artigo, já tinha um plano milionário para intervir nas nossas próximas, de outubro de 2018, mas o plano foi desmantelado (?). Será que foi? No mesmo artigo apontam diversos robôs que estão nos dando impressão que certos candidatos não tem os milhões de seguidores e likes que apresentam, tem inteligência artificial atrás disso. Tem uma tal de Ana muito participativa, é a maior fã do candidato, com perguntas, indicações, até que um nome bonitinho para um robô.


Referência: 3.a coluna publicada no Diário Verdade, jornal de Franca - SP - em 08/05/2018 (DV-03)

sábado, 1 de setembro de 2018

A Fábula da Circulação (DV-02)

Tem uma fábula que apareceu há tempos na Internet, que agora, com essa volúpia toda, deve estar circulando com muito mais força, a do turista que ia se hospedar em uma cidade do interior e depois se arrependeu e não ficou. Mais que contá-la pelo humor e curiosidade, gosto dela para refletir na alternância do enredo, e se o fim fosse outro?

Vamos fazer uma adaptação livre, mas é só procurar que tem a versão original em qualquer serviço de busca:

Em uma pequena cidade do interior alguns habitantes, endividados, estão vivendo às custas de crédito, até que chega um viajante no único hotel local para reservar um quarto, enquanto vai rodar pela região.

O hotel exige um depósito de R$ 100,00 para a reserva, ele faz, e segue seu curso. Com o dinheiro na mão o proprietário corre para pagar o açougue, que também se apressa para pagar o criador de suínos, que por sua vez paga o veterinário. Este último pede para a namorada ir pagar o hotel, onde tinham ficado!

O viajante volta antes que a reserva se consolide e pede o dinheiro de volta e vai embora.

Nessa estória temos dois fatos monetários importantes, uma aula de circulação de moeda, e a questão econômica do turismo, se o gringo tivesse ficado haveria uma injeção de dinheiro novo no município. 

Não teremos como discutir todas as teses envolvidas, mas a que demonstra a importância do turismo é flagrante, se o viajante não tivesse desistido os R$ 100,00 - que giraram e voltaram - teriam ficado com o dono do hotel, para novos pagamentos, ou para investimento. O dinheiro ficaria pelo menos na cidade.

Franca sempre discute alternativas econômicas para agregar à do calçado, e sempre soube que o turismo é uma delas. Depois do turismo a exportação, interna ou externa, também é um forte gerador de riquezas vindas de fora, através do lucro desse negócio, mas isso a cidade já faz há anos, está no seu DNA.

E o Brasil, cuida bem do seu turismo? Esses são outros quinhentos, como diziam os portugueses, desde a era medieval.

Referência: 2.o coluna publicada no Diário Verdade, jornal de Franca - SP - em 26/04/2018 - (DV-01)


domingo, 17 de junho de 2018

Leonel Nalini - 70 anos depois (DV-01)

    Os primeiros artigos que encontrei  de meu pai, o saudoso Leonel Nalini (Nelo), foram de 1954, mas ela já assinava como “membro da API”, que era a Associação Paulista de Imprensa. Ele tinha uma prática que salvou quase 30 da nossa história com seus recortes.
    O apelido Nelo origina-se no sotaque italiano de meu avô, Francisco Nalini, que chamava meu pai de Leonelo, seguido de um “vieni qui”, para um reprimenda, é claro. Esse sotaque fez coisas… minha tia Alzira, que teria que ser registrada com esse nome em 30.09.1904, acabou por ser registrada como “Agira”, 
    É só ver que o coitado do cartorário não conseguia entender o Algira, que na verdade era Alzira, e  acabou por ser registrada como Agira, coisas da migração italiana para o Brasil. Ela viria ser a segunda esposa de Pedro Piola, que anteriormente havia se casado com Dolorida Nalini, uma outra irmã de meu pai que faleceu jovem. Ele a duas são responsáveis pela enorme família Piola, em Franca.
    Meu avô tem suas histórias, está até no livro de memórias do jornalista Paulo Duarte, tinha uma chácara perto dos Calçados Samello, foi um dos primeiros pintores da cidade e lanterninha do cine Santa Maria, na praça Barão.
    Mas porque essa volta toda?
    Para dizer que a saga de ser um colaborador de quase todos os jornais de Franca, desde antes da década de 1950 era do Nelo Nalini, nunca exerceu como profissão mas tem muitos registro, muitos mesmos.
    Os dois principais periódicos que constam seus artigos e crônicas próximo de 1950 são  O Francano e A Nova Era, o primeiro propriedade do jornalista Taufic Jorge, o ilustre Tuffy Jorge, francano de primeira grandeza, ficava em frente das bilheterias, na lateral da AEC.
    A Nova Era, que existe até hoje, é um órgão ligado à religião espírita e à Fundação Allan Kardec, por onde meu pai esteve trabalhando por décadas.
    Também colaborei muito com a imprensa francana, fui “foca" na rádio Difusora, ajudando nas transmissões de Verzola, Jovaci, Grego e Renato Valim, fazia muitos plantões. Tive o programa de lançamentos musicais na Difusora AM e depois Franca do Imperador FM, nesta última recebeu diversos prêmios. Mas também tive colunas fixas tanto no Diário como no Comércio.

    Enfim, 70 anos depois, sigamos com o ideal do velho Nelo Nalini, continuar registrando a história francana, desta vez com amenidades e números, aqui pelo Diário Verdade, que desejo longa vida e enorme sucesso.

Amenidades e Números (seria o nome da coluna, que não foi adotado)
Número zero - Publicado no Jornal Diário Verdade - Franca (SP)
Em 15 de abril de 2018

(*) Edição inaugural dos meus artigos para o jornal, que foi publicada com o título de Amenidades & Números (DV-01)

Aqui vamos ilustrar os artigos com algumas fotos.

Legendas das fotos abaixo:

1. Alfredo Costa convoca Leonel Nalini para ajudar a fazer estatutos da futura Associação Francana de Imprensa e Rádio

2. Reunião do Clube da Saudade - Da E p D: Euripedes Maseli, famoso fotógrafo que assina EUMAFE, Alfredo Costa - (não lembro), sr Paulo linotipista histórico dos jornais francanos, seu óculos sempre escuros,  e Leonel Nalini

3. Da E para a D: Minicucci, Leonel Nalini, maestro Godofredo (ao fundo) Maria Nalini, minha mãe, dona Maria Nalini, e Alfredo Costa, além de um dos mais consagrados jornalistas da história francana, foi dono do O Comércio da Franca.

4. Leonel Nalini à frente, com seu genro Edmar Storti, Tuffy Jorge e família , do jornal O Francano

5. Uma de muitas homenagens prestadas a jornalistas francanos.




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