sábado, 12 de janeiro de 2019
Na viagem, relaxe com segurança (DV-33)
sábado, 5 de janeiro de 2019
A costura do tempo (DV-32)
Dizem que o francano genuíno é saudosista, espero que sim, a história perpetua fatos e sedimenta o futuro. Nessa esteira comecei refletir sobre fatos interessantes vistos ou vividos de 1950 para cá.
Primeiro o crescimento do bairro Cidade Nova, o Aparecido, do Supermercado São Paulo, fala que viu a av. Presidente Vargas ser asfaltada em 1957, estava em dúvida, mas foi o Gosuen sim, mesma data que lembro de ter visto asfaltar a rua José Marques Garcia, período que começavam a se popularizar os aparelhos de televisão, da primeira só vi um brilho no teto pela janelinha de vidro de uma porta antiga.Do período escolar tiramos, além do bom ensino público, o fato de ter, entre tantos professores maravilhosos do IETC, o de educação física, Pedroca, onde também estudavam os irmãos Garcia, que viriam formar o fabuloso time de basquete do Clube dos Bagres, o resto da história conhecemos. Dos ótimos docentes da área contábil da Pestalozzi, o destaque fica para Luis Puglia, e, na Economia, para Facury e Kaluf.
Na juventude espírita tivemos o prazer de conviver com Thomaz Novelino, Antonieta Barini e Agnelo Morato, vendo a força de José Russo, Vicente Richinho e de meu pai Leonel, é claro.
Na imprensa, de Reny Parzewski e Magno Dadonas, foi contundente acompanhar para a Folha o saturnismo, intoxicação por chumbo, não lavaram placas para fazer tachas que os montadores iriam colocar na boca, foi uma tragédia.
No rádio tivemos o programa Horário Nobre, aos sábados à tarde, na Imperador do Augustinho e Penha, co-pilotado pelo Greguinho, com discos nacionais e importados pela Hedonê do querido Fábio Martins de Ribeirão. Lembro que uma freira em clausura queria de saber quem era o músico que acabava de tocar, era Paco de Lucia, espanhol flamenco que fez a trilha sonora do filme Carmen de Carlos Saura.
Com o Clube da Esquina, nome de inspiração proposital, fizemos três Fearte, um mês de atividades culturais, nossa única receita foi o resultado de uns adesivos plásticos que vendemos à sombra do Hotel Francano, ali conheci Maurício Sandoval Ribeiro, que iríamos assessorar no futuro.
Pelo teatro participamos de O Dia de Pierrot e Está Lá Fora o Inspetor, com Eurípedes Carvalho, Vanderlei Faleiros, Sidnei Rocha, José Paschoal e Reginaldo Emídio, navegando pela censura com Orlando Dompiéri. Por isso fui convidado pelo querido Marçal para ser Diretor Social da AEC, resgatamos a orquestra Laércio da Franca, estava encerrado suas atividades.
Profissionalmente não dá para esquecer dos anos de docente no Coleginho e Alto Padrão, e da atividade nos Calçados Terra e Sândalo, enorme apoio dos Brigagão.
Ter visto Pelé jogar, a queda do muro de Berlim, a soltura de Mandela e o fim da URSS, também marcaram. Pode ser pouco para os 69 anos que completamos hoje (5/1/2019), mas é assim mesmo, cada um escreve um pedacinho da história, nem que seja só da sua própria.
sábado, 29 de dezembro de 2018
O Olhar de Dona Maria - (DV-31)
O señor periodista e o papa João Paulo II - (DV-30)
Acompanhar o basquete francano em um campeonato sul-americano, no Uruguai e na Argentina, foi um dos eventos mais importantes da minha amadora carreira de jornalismo. Foi em 1982, fui como correspondente da Folha de S. Paulo e, de forma excepcional, da EPTV, que acabava de inaugurar sua torre na cidade e só tinha 3 anos de vida.
Dois fatos marcantes na Argentina, sua realização ocorreu durante a guerra das Malvinas e Buenos Aires contou, no mesmo período, com a visita do papa João Paulo II, que foi tentar encerrar a guerra, conseguindo um fundamental cessar fogo.
De Montevidéu, me lembro de que era uma cidade limpa, organizada e com um custo de vida superior ao nosso, a moeda estava estabilizada, além é claro, da movimentações de aeronaves de guerra no aeroporto, foi aberta uma exceção para que recebessem aviões hospitais ingleses. Ah, tinha cassino e o Hélio ganhou! Rss.
Por culpa da guerra, quase que os jogos só ocorrem no Uruguai, mas, depois de muito impasse, fomos para a capital portenha.
Na avenida Corrientes, por onde ele passou, em uma banca comprei um botton, pins patrióticos com o argentino azul e branco, uma autêntica e encapotada senhora argentina veio conversar comigo, pedi para falar devagar, ela me abraçou e disse chorando: hermano brasileño, tristeza compreensível.
Interessante saber naquela altura que Buenos Aires tinha uma avenida chamada Florida, e não Flórida, com seu calçadão onde veículos o atravessam… bem devagar, Franca estava consolidando os seus. As roupas de couro estavam baratas, com o adendo do “aceptamos cruceros”, a guerra havia desvalorizado a moeda local, o cruzeiro brasileiro valia mais. Depois voltamos várias vezes lá, cada época com sua história e momento econômico.
Nos jogos soube que eu era um 'periodista', jornalista em espanhol, pois sempre tinha um funcionário administrativo chamando o tal señor periodista, eram os demais órgãos de imprensa brasileiros, ao telefone nos chamando, querendo saber os resultado dos jogos, celulares faziam falta, imagine isso hoje.
Sem contar os vendedores ambulantes aos berros, seria o saudoso Jubileu e sua troupe!?! Não, não era amendoim, salgadim, torradim, eram papitas, batatas fritas, as industrializadas em saquinhos.
Para a EPTV gravávamos por telefone, da mesma forma dos repórteres da Globo que cobriam a guerra, a minha imagem ficou gravada antecipadamente, montavam com um mapa do cone sul ao fundo. Fiquei por muito tempo explicando que cobri jogos do sul-americano de basquete e não a Guerra das Malvinas, foi muito curioso.
E os jogos? Foram os últimos do Hélio Rubens no exterior, no ano seguinte ele substituiria o Pedroca na direção do basquete, o time não foi campeão por pouco, diferente desse ano, um dos dois jogadores, convidados do Sírio, não acertou 3 dos 4 lances livres finais, que decidiriam o campeonato a favor de Franca.
Duas coisas, o Hélio jogou muito, e nossa ida foi indicação do amigo Realindo Jr., que era do Estadão. Hoje ele colabora com seus artigos aqui no nosso blog, que é de Franca, com muitas saudades.
Referência: 30.a coluna publicada no Diário Verdade, jornal de Franca - SP - em 22/12/2018 - (DV-30)
segunda-feira, 17 de dezembro de 2018
O Pilar de Nossa Senhora (DV-29)
Referência: 29.a coluna publicada no Diário Verdade, jornal de Franca - SP - em 15/12/2018 - (DV-29)
domingo, 9 de dezembro de 2018
Andando de lado (DV-28)
terça-feira, 4 de dezembro de 2018
1279 almas (DV-27)
Referência: 27.a coluna publicada no Diário Verdade, jornal de Franca - SP - em 01/12/2018 - (DV-27)
terça-feira, 27 de novembro de 2018
Faltam 6 anos (DV-26)
A distribuição de renda (DV-25)
domingo, 11 de novembro de 2018
A Lei Rouanet e as fakes (DV-24)
sábado, 3 de novembro de 2018
O coração é onde mora a alma (DV-23)
No sepultamento de João Paulo II, o papa Bento XVI destacou a imortalidade da alma afirmando: "Hoje nós enterramos os seus restos na terra como uma semente da imortalidade. Os nossos corações estão cheios de tristeza, mas ao mesmo tempo de uma alegre esperança e de uma gratidão profunda”.